quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Enquanto lá se previne, cá juntamos os cacos

No próximo dia 1 comemora-se o Dia Mundial da Proteção Civil. A data foi criada com o objetivo de chamar a atenção dos países a respeito da prevenção de acidentes que podem vir a envolver a população.

Em Portugal, vários concelhos estão se mobilizando e já anunciam simulacros. Em Setúbal, Corpo de Bombeiros e agentes do Serviço Municipal de Proteção Civil vão combater (de mentirinha) incêndios em duas escolas do 1.º ciclo do ensino básico, EB1/JI da Azeda, às 9h45, e na EB 1 das Areias, às 14h45.

Em Cascais, às 9h45, agentes da proteção civil, bombeiros, guardas municipais, entre outros profissionais vão simular um terremoto de intensidade moderada, no CascaiShopping.  O objetivo é testar a prontidão e a capacidade de resposta operacional dos diferentes agentes, serviços e entidades.

Lá é muito comum a realização de simulacros.

No Brasil, raramente vemos simulações, quando muito são acidentes de trânsito.

Cá não há prevenção de nada. Todo ano se sabe que a chuva de verão vai desabrigar centenas de pessoas e que não há apartamentos ou casas para a permanência provisória. Então se amontoa os desabrigados num pátio de uma escola ou igreja, o restante da população se solidariza e envia mantimentos e está tudo resolvido.

Cá fechamos os olhos para a lei. Há casas noturnas que funcionam sem alvará.

Enfim, enquanto lá há uma prevenção continua, cá pedimos justiça depois do leite derramado.

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