sábado, 3 de março de 2012

Com salários em atraso, União de Leiria vai à campo

Torcer para um time grande, de tradição e prestígio é fácil. Quem não conhece o Porto, de Hulk? Ou o Benfica, de Luisão?  

Mas os campeonatos no mundo inteiro também são formados por equipes guerreiras, que não possuem craques renomados e só ganham destaque na mídia quando estão à beira do colapso.

É o caso da União Desportiva de Leiria, última colocada na Liga Zon Sagres.

Fundada na cidade portuguesa de Leiria, em 1966, a equipe não possuí grandes êxitos nacionais. Nos últimos 10 dez anos, por exemplo, seus adeptos viram-na cair em 2008/09 e emergir em 2009/10. Sendo que a melhor classificação alcançada na primeira divisão foi o 5º lugar em 2000/01 e 2002/03.

Pois bem, como se não bastasse toda a pressão por conta de um novo provável rebaixamento, faltando dez jogos para o fim do torneio, os jogadores também estão aflitos com a conta bancária.

Na última sexta-feira, o capitão do time, o brasileiro Patrick Lopes, anunciou que por decisão unânime, ele e seus companheiros não treinariam e assim o fizeram. O motivo da tal greve seria motivada pelos quase três meses de salários atrasados.

Porém, mesmo com o imbróglio, os profissionais vão à campo nesta segunda-feira (5) e recebem no Estádio Municipal da Marinha Grande, às 20h15, o Olhanense, oitavo colocado.

Acho correto da parte deles, tentar se concentrar e buscar um resultado positivo, dentro de campo. Mas também acho honrado que os dirigentes paguem o que é devido e minimizem os problemas fora das quatro linhas.

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