segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo... ainda é utopia

À meia-noite do dia 31 de dezembro muitas pessoas pedem paz, amor, dinheiro e saúde. Outras começam uma nova vida abdicando de vícios, como o de fumar.

Eu não pedi nada. Abracei meus familiares e agradeci por estarmos juntos em mais uma passagem de ano.

Eu vi os fogos da virada em Cabreúva, cidade localizada no interior do estado de São Paulo. Cansada, após bagunçar bastante, consegui uma carona de volta até a capital.  E, já dentro do ônibus para casa me entresteci ao ver que o egoísmo do ser humano segue evidente.

Em pleno dia de Confraternização Universal (01/01) um senhor, com mais de 60 anos, chamava a atenção de uma moça, entre 25 a 30 anos, que estava sentada no lugar reservado para idosos, deficientes físicos, gestantes e pessoas com crianças de colo, porque a mesma fingia não ver uma mulher com um bebê se equilibrando para ficar em pé durante o trajeto do circular. A moça não se levantou, e a mulher com o bebê sentou-se no lugar de um outro rapaz.

Após a cena lamentável, o ônibus quebrou. Todo mundo desceu e aguardou o próximo carro. E, como era previsto, muito aperto estaria por vir.

Consegui embarcar com o Fe, ficamos espremidos e ainda perguntei se não dava pra chegar um pouco mais para trás, para que todo mundo que estava na rua pudesse entrar. As pessoas me ignoraram. Um cara do meu lado, aparentando ter pouco mais de 35 anos, ainda gritava para o motorista: "Vamo embora motô. Não sei porque parou. Você é burro ou o quê?"

Eu olhei para ele e, sem me exaltar, falei: "Meu caro, o motorista não é burro, ele é humano."

Conclusão: enquanto prevalecer o amor exclusivo a si mesmo e aos interesses próprios, todos os anos serão iguais.

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