quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Portuguesa precisa de títulos e não de polêmica

Há alguns dias pipocou na mídia que o presidente da Portuguesa de Desporto, Manuel da Lupa, quer mudar o nome do time para Real Paulista ou Bandeirantes a fim de desnacionalizar o clube. Isto é, ele quer dizer que a Portuguesa não é composta só por torcedores lusitanos e que está aberta a mais apoiadores brasileiros.

Para fundamentar essa mudança, o dirigente aponta a média de 2.300 pagantes registrados nos estádios por onde a Lusa, líder do Campeonato Brasileiro Série B, tem jogado este ano.

Além disso, ele cita como exemplo o time do Palmeiras, que se continuasse a se chamar Palestra Itália, não teria os mesmos adeptos.

Porém, o que o Manuel da Lupa esqueceu de falar é que a Portuguesa de Desportos tem 91 anos de tradição. E, se dependesse de torcedores portugueses e lusos-descendentes teria a maior torcida do Brasil. Isso porque até 1991, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) contabilizou 2.256.798 imigrantes lusitanos no País.

Portanto, a falta de público ou torcedores não tem nada a ver com o seu nome e ao que ele remete.

O que falta para a Portuguesa são títulos. Isso sim chama torcida. Isso sim desperta o apreço das crianças. Isso sim orgulha o torcedor e faz com que ele desfile com o emblema do clube no peito pelas ruas da cidade.

O último título que a Lusa conquistou foi em 2007, quando venceu o Campeonato Paulista Série A2. Neste mesmo ano ela conseguiu voltar para a elite do Campeonato Brasileiro, mas em 2008 estava novamente na Série B e por lá continua até hoje.

Ah, e já que o presidente gosta de exemplos vou citar mais duas constatações paulistanas. O Santos F.C. é um time que leva o nome de uma cidade litorânea do Estado e tem torcedores espalhados no Brasil inteiro e até no exterior. O mesmo acontece com o São Paulo F.C.. Enfim, o nome do clube não delimita seus adeptos.

Opinião baseada nas matérias do UOL e Brasil Econômico.

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