segunda-feira, 18 de julho de 2011

Site português lista as 10 maiores exportadoras portuguesas no Brasil

A jornalista Ana Cunha Almeida, do Diário Económico, listou as 10 maiores exportadoras portuguesas no Brasil. Segundo o levantamento, azeite e bacalhau continuam sendo os principais produtos exportados para terras tupiniquins. Segue a lista na íntegra:

1 - Gallo Worldwide
É uma marca conhecida e é portuguesa. Mas também já é famosa no Brasil. A Gallo já se vende em 47 países, mas o seu mercado mais importante é o Brasil, onde é líder. Pedro Cruz, CEO da Gallo Worldwide, avançou ao Diário Económico que a marca já é responsável por 14% das exportações portuguesas para o Brasil. No mercado brasileiro, o azeite Gallo conquistou uma quota de 26% em volume e 30% em valor. Tudo começou com a participação numa exposição internacional no Rio de Janeiro, de 1908. E a partir da década de 30, a marca começou a ter uma presença mais abrangente. Hoje, "o maior negócio é o de azeite mas as azeitonas e os vinagres Gallo tem tido uma excelente performance, tendo este ano batido recordes de vendas", diz Pedro Cruz.

2 - Rui Costa e Sousa
O grupo Rui Costa e Sousa, com sede em Tondela, é um dos nomes fortes em Portugal na transformação e comercialização de bacalhau. Foi pelo Brasil que a empresa iniciou o processo de internacionalização. Se entre 2000 a 2003, o grupo começou pela exportação directa para o Brasil, em 2004 decidiu criar uma empresa no país - a Brascod - com presença em São Paulo e Rio de Janeiro devido aos fortes custos associados à forte carga tributária. Mas é ainda a partir das duas unidades produtivas em Portugal que os seus produtos chegam ao mercado brasileiro. Para a facturação do grupo de 72 milhões de euros registada em 2010, o Brasil contribuiu com 34 milhões de euros. Um peso de 47% no negócio do grupo.

3 - Sovena Portugal
A Sovena é a empresa que detém as marcas de azeite Oliveira da Serra em Portugal e Andorinha no Brasil. É com esta última marca, criada em 1927, que tem um grande protagonismo no mercado brasileiro, disputando desde 2004 a liderança nos principais estados do país. Para lá exporta uma gama completa de produtos e formatos adaptados às necessidades do consumidor brasileiro, como é o caso das tradicionais latas. O volume de exportação para o Brasil rondou os sete mihões de litros em 2010, um crescimento de mais de 35% face ao ano anterior. Mas apesar de o Brasil ser o mercado com maior expressão no que toca a azeite, a Sovena não tem neste país operações industriais locais, ao contrário do que acontece em Espanha, EUA e Tunísia. Apostar fortemente na marca Andorinha, consolidando a sua posição de crescimento e de vice liderança no mercado é a estratégia da empresa. Este ano, em Portugal, a Sovena, através da Elaia, uma 'joint-venture' entre a Nutrinveste e a Atitlan, inaugurou o maior lagar de azeite do País, situado em Ferreira do Alentejo. O Lagar do Marmelo, assim como foi baptizado, tem mais de 5.500m2 com capacidade de extracção de oito milhões litros/ano e correspondeu a um investimento de nove milhões de euros.

4 - Riberalves
A unidade industrial de Torres Vedras da Riberalves, Comércio e Indústria de Produtos Alimentares dedica-se à produção e comercialização de bacalhau, nas suas mais variadas formas, estados e apresentações. A empresa de João António Alves dedica-se em exclusivo, desde 1990 à indústria e Comércio de Bacalhau. Além da distribuição a nível nacional, a Riberalves tem clientes espalhados pelos vários países da Europa, mas também no Brasil, em Angola e Canadá. A fábrica de Torres Vedras, o primeiro grande investimento da empresa, teve lugar em 1993. Esta unidade tem uma área coberta superior a 10.000m2 e é dotada de todas as modernas infra-estruturas necessárias à produção de bacalhau.

5 - Efacec Energia
A Efacec é a 5ª maior exportadora nacional e cerca de 70% da sua actividade é feita fora do país, como avançou, já este ano, Luís Filipe Pereira, o ex-presidente da empresa que considera que os benefícios fiscais às empresas exportadoras com trabalhadores no estrangeiro é um incentivo para contratar mais. A empresa trabalha o mercado brasileiro desde a década de 90 e, hoje, este é o país com maior preponderância para a Efacec no mercado da América Latina. Está presente em São Paulo, Recife e Salvador, além de outras localidades onde decorre a execução de projectos nas várias competências que o grupo detém, como a Energia, Engenharia e Serviços e Transportes e Logística.

6 - Somincor
A Somincor, empresa do grupo Lunding Mining, detentora das minas de Neves Corvo, sempre se dedicou ao sector primário, com a exploração do cobre e zinco. E é com estes minérios já tratados, que exporta para o Brasil, sobretudo concentrado de cobre, figurando neste ‘ranking' como a sexta maior exportadora nacional. As minas de Neves Corvo, localizadas em Castro Verde, Alentejo, garante emprego a 910 trabalhadores. Contactada pelo Diário Económico, a Somincor não disponibilizou qualquer informação sobre o volume de exportações e a importância estratégica do Brasil.

7 - Petrogal
A Petrogal exportou, em 2010, cinco mil toneladas de óleos base e oito mil toneladas de solventes para o Brasil, de acordo com dados oficiais da empresa. É nas duas refinarias, em Sines e em Matosinhos, que a Galp processa a matéria-prima e depois distribui os produtos já refinados sobretudo para a Península Ibérica, mas também para África. São também exportados para diversos países da Europa e da América do Norte. Embora exporte para o Brasil, os principais mercados de exportação da Galp Energia são os Estados Unidos, para onde exporta maioritariamente gasolina, México e o Reino Unido.

8 - Cidacel
A unidade de produção e embalamento de azeite e óleo da Cidacel, em Videira, nas proximidades de Coimbra, todos os anos é alvo de investimentos para que a mesma esteja sempre a operar com as melhores tecnologias. Com capacidade de armazenagem para dois milhões de litros de azeite e óleo, a fárica tem um laboratório para análises e classificação, e tem nove linhas de embalamento para resposta a diversos formatos (vidro, plástico, lata) e volumes. O ano de 1996 marca o arranque da exportação para o Brasil com a marca Serrata. Actualmente, "as exportações para o Brasil valem 40% das vendas da empresa", afirmou ao Diário Económico Fernando Dias Ferreira, o presidente da Cidacel. "Hoje, a empresa exporta apenas azeite, com as marcas Serrata, Beirão e Vila Flor.", acrescentou o presidente.

9 - Cimpor
Foram as exportações que permitiram à Cimpor "compensar a redução das vendas no mercado português, decorrente da quebra significativa da actividade de construção, muito afectada pela situação de contracção económica", explica fonte oficial da cimenteira portuguesa. Em 2010, as exportações de cimento e clínquer produzidos pela Cimpor em Portugal atingiram um volume total ligeiramente superior a 1,4 milhões de toneladas, das quais 457 mil toneladas dizem respeito a cimento e 966 mil toneladas a clínquer. Um volume que traduz um aumento de 63,5% face a 2009. As exportações tiveram como destino países africanos e Brasil.

10 - Tyco Electronics Logistics
A Tyco Electronic é a maior fábrica do Alentejo e produz componentes electrónicos (relés) para a indústria automóvel. Localizada na zona industrial de Évora, é da unidade fabril com 80 mil metros quadrados que saem os produtos que são exportados para todo o mundo.

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