sábado, 5 de março de 2011

Paulo Bento: naturalizações não, naturalizados sim

Em meados de fevereiro, o treinador da Seleção Portuguesa, Paulo Bento, em entrevista a um canal de TV disse ser contra o excesso de estrangeiros no futebol lusitano e que em sua gestão não haveria pedidos para naturalizar quem quer que seja.

Pois bem, eu concordo que a enxurrada de talentos advindos, principalmente, da América do Sul restringe a fomentação de pratas da casa. Mas, também, ouso opinar que este é um problema crônico, instalado no país pela falta de interesse dos clubes de investirem em suas bases.

No bate-papo, o jornalista ressalta a presença de luso-brasileiros e sem pestanejar o selecionador continua seu discurso nacionalista, sem abrir parênteses para agradecer a contribuição de naturalizados, como o grande ídolo Eusébio (moçambicano "Pantera Negra", que havia acabado de comemorar 50 anos de sua chegada à Lisboa), e mais recentemente dos “socorristas” Deco, Pepe e Liedson.
 
Assim, sem os devidos "obrigados", seguindo à risca o ditado popular “não tem tu, vai tu mesmo”, o treinador já cogita a convocação do luso-brasileiro, Liedson, para defender a seleção frente a equipe do Chile, no próximo dia 26, em Leiria, Portugal. O “Levezinho”, como é chamado, é considerado a melhor opção de ataque da equipe lusa e tem feito bonito no Brasil, desde que retornou ao Corinthians.

Pois bem, para fazer uma média com os nacionalistas de plantão, Paulo Bento deixa claro que é contra  naturalizações, mas se elas já existem porque não explorá-las?

+ Assista a reportagem aqui

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