sexta-feira, 4 de março de 2011

Roberto Leal diz ter psicografado música dos Mamonas

António Joaquim Fernandes, mais conhecido como Roberto Leal, nasceu em 27 de novembro de 1951, no Vale da Porca, em Macedo de Cavaleiros, Região Norte de Portugal.

Chegou ao Brasil em 1962, com 11 anos de idade, com os pais e seus dez irmãos. Por coincidência (ou não), em São Paulo, instalou-se com a família na Zona Norte e foi lá que aprendeu a torcer para a Portuguesa de Desportos. Além de torcedor, é autor do hino oficial do clube (ouça aqui).

Na capital paulista, após trabalhar como sapateiro e vendedor de doces, avistou o pote de ouro ao iniciar a carreira de cantor de fados e músicas românticas. Em 1971, já como músico, obteve seu primeiro grande sucesso com "Arrebita". A música ficou famosa com o refrão "Ai cachopa, se tu queres ser bonita, arrebita, arrebita, arrebita". Após aparição no Programa do Chacrinha, na Rede Globo, vendeu milhares de discos. E, de lá pra cá, sua agenda vive agitada entre concertos aqui e na terra natal.

Porém, hoje, às vésperas de completar 60 anos, na coluna Babados, do jornal Meia Hora, ele revelou outro dom: a mediunidade.

Alvo de paródia dos Mamonas Assassinas na música Vira-Vira, Roberto Leal afirmou ter psicografado letra enviada do Além pelo vocalista da banda, Dinho - os cinco integrantes do grupo morreram no dia 2 de março de 1996, num desastre de avião. Os dois teriam ficado amigos nos bastidores de um programa de televisão.

Roberto Leal disse que sentiu a ‘presença' do cantor dos Mamonas enquanto escrevia “A festa ainda pode ser bonita”, logo após a tragédia ocorrida com o grupo. A música psicografada é uma versão do Vira-Vira, com o refrão parecido com o original: "Roda, roda, vira, olha se roda bem/ Mas que raio de festa que eu não encontro ninguém/ Roda, roda, vira, olha se roda bem/Procurei por todo o lado, não há festa, não há fado/ E não há nada pra ninguém".

Leal escreveu a letra logo depois de saber do acidente que matou os músicos. "Foi escrito com lágrimas, eu senti a presença do Dinho", contou ele, revelando que não foi a sua primeira ligação direta com o Além. "Tenho outras experiências espirituais", contou para a jornalista Valéria Souza, do Babado.

Nenhum comentário: