segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

E se a vida fosse uma partida de futebol?

Ah, quem me dera se o povo encarasse a vida como um jogo de futebol. Que xingasse as pessoas corruptas, como fazem com os árbitros. Que pegassem no pé dos políticos, como fazem com os jogadores. Que criticassem o presidente da República como fazem com os técnicos.

Sim, os corinthianos provaram esta semana o poder que a pressão exerce. Eles levam tão a sério o esporte que deram vida ao jargão “Loucos por ti Corinthians” e ameaçaram, num impulso de insanidade, craques da bola.

Se esta energia fosse canalizada para assuntos sérios e que ditam a vida da nação não seria o lateral-esquerdo Roberto Carlos que estaria indo pra Rússia. Muitos parlamentares teriam o passaporte carimbado para a Rússia, Polo Norte, Conchichina... Seriam mandados para bem longe para esfriar a cabeça e repensar em suas ações.

Se atitudes como estas fossem efetivas, não haveria impeachment. Personagens ícones, com índole e brio, anunciariam sua aposentadoria e sairiam pela porta da frente. Não haveriam CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) e gastos de dinheiro público à toa com investigações que terminam em pizza.

Enfim, a festa da torcida se estenderia pelas ruas. A Educação, Saúde, Transporte Público e demais direitos básicos garantidos por lei ao cidadão comum funcionariam como deveriam. O país cresceria forte e consciente de seus atos. E, aí sim, teríamos orgulho do Brasil e enfatizaríamos a estrofe:

“Gigante pela própria natureza. És belo, és forte, impávido colosso. E o teu futuro espelha essa grandeza”

Pode parecer quimera, mas acredito que um dia a pátria será lembrada e amada a todo o instante e não apenas na Copa do Mundo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Olha só Manu cá e lá!

Concordo em gênero, número e grau, sempre pensei isso destes torcedores fanáticos, em que vão protestar para que um sujeito jogue bem a bola, mas que não movem o traseiro para a realidade à sua volta.

Parabéns pelo post, mais uma vez, maravilhoso.

Virgílio Trentin