segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Filmes portugueses entre os melhores de 2010 nos EUA

Os críticos de cinema norte-americanos das revistas Slant, The New Yorker e Some Came Running, de acordo com o site Mundo Português, escolheram os filmes de Pedro Costa, Miguel Gomes e Manoel de Oliveira como um dos melhores estreados nos Estados Unidos em 2010.

Veja o trailer e um resumo de cada um dos filmes citados.

Ne Change Rien, de Pedro Costa (11º na lista da revista The New Yorker; 12ª posição na Slant; 18º lugar no top 20 da Some Came Running)
Filmado em preto e branco, "Ne change rien" não é nem um documentário nem uma ficção, é um objeto de cinema assinado por Pedro Costa, que coloca o espectador no papel de observador. Com a participação da atriz francesa Jeanne Balibar, narra o trabalho de um grupo de músicos de rock, desde as ideias e composição até aos ensaios, gravações e concertos.



Singularidades de uma Rapariga Loura, de Manoel de Oliveira (15ª posição na Slant)
O filme é uma adaptação do conto de Eça de Queiroz com o mesmo nome. Passa-se numa viagem de comboio para o Algarve, durante a qual o protagonista - Macário - conta as atribulações da sua vida amorosa a uma desconhecida senhora. Ele revela que se apaixonou perdidamente, por uma rapariga loura, que vive numa casa em frente ao seu local de trabalho. Mal a conhece quer logo casar com ela, ao que a família se opõe terminantemente. Macário descobrirá mais tarde a "singularidade" do caráter da noiva que está na base da oposição familiar. O elenco é formado por Ricardo Trepa (Macário), Catarina Wallenstein (a rapariga loira), Júlia Buisel, Diogo Dória, Leonor Silveira e Luís Miguel Cintra.



Aquele querido mês de Agosto, de Miguel Gomes (10º lugar na The New Yorker; 22º lugar na revista Slant)
Rodado numa aldeia de Arganil, o longa combina a história de ficção de uma família de músicos com um documentário sobre os festivais de Verão de música popular e outros hábitos da região, e ainda com um relato das dificuldades de produção do filme.



O Estranho Caso de Angélica, do cineasta Manoel de Oliveira (8º melhor filme do ano pela revista The New Yorker)
O longa trata da história de Isaac (Trêpa), jovem fotógrafo que certa noite recebe uma ligação urgente de uma família rica para tirar a última foto de Angélica (Pilar López de Ayala), a filha do casal que morrera poucos dias depois de seu casamento. Ao focar a moça estendida em um divã, porém, Isaac leva um susto: apenas no visor de sua máquina fotográfica, a bela Angélica aparece viva e sorridente. É o suficiente para o rapaz se tornar obcecado pela moça, perseguindo aquela imagem na casa onde ela morava e também no túmulo onde foi enterrada. O filme planejado entre os anos 1949 e 1952 não foi realizado por conta da censura fascista da época. "Era, para eles, algo como que fora do quadro, justamente o que o filme tinha de mais interessante", disse Oliveira ao jornal O Estado de S. Paulo.

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