segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Em crise, Portugal recorre ao empresariado luso-brasileiro

Portugal passa por grande crise financeira e está pedindo ajuda do empresariado luso-brasileiro para superá-la. Uma comitiva está no Estado de São Paulo para tentar conseguir mais investimentos. O grupo foi recepcionado em Santos, no último sábado, pela diretoria do Centro Cultural Português em sua sede cultural.

De acordo com matéria publicada no jornal A Tribuna, o presidente da Câmara Municipal de Faro, José Macário Correia, afirmou que a intenção da visita à Cidade é atrair empresas dos ramos de turismo e tecnologia. "Precisamos abrir espaço para o Brasil, que tem uma economia forte, com poder de investimentos e onde a crise não chegou com tanta força. Tenho certeza que vocês têm gente com esse perfil", disse ele.

Desemprego
Conforme o presidente da Câmara Municipal de Faro, a taxa de desemprego em Portugal está na casa dos 10%, enquanto na região de Algarve, chega a 15%. Com a crise, muitos ficaram de fora do mercado e, consequentemente, o poder de compra diminuiu.

O município tem cerca de 100 mil habitantes e um número elevado de imigrantes, principalmente brasileiros, romenos, ucranianos, angolanos e cabo-verdianos. No entanto, muitos estão deixando o País, devido à falta de oportunidades.

Na reportagem, o diretor social do Centro Cultural Português, Vasco Frias Monteiro, ressaltou que o Algarve é uma das regiões mais turística da Península Ibérica e que possui brasileiros atuando em restaurantes e hotéis. Porém o número de visitantes daqui (Brasil) é baixo.

Cônsul fala sobre endividademento
O cônsul honorário de Portugal em Santos, o empresário Armênio Mendes, entende que o principal obstáculo que impede o país europeu de sair da crise é ter uma população envelhecida, pouco consumista e muito endividada.

Ele acredita que uma visita como essa é sempre uma oportunidade de estreitar laços e motivar aqueles que quiserem expandir seus os negócios no país de origem. Apesar disso, Mendes revelou que tem uma pequena construtora em Lisboa e que não pretende ampliar os investimentos por lá. "Nós (empresários da construção civil) estamos vivendo um momento tão bom no Brasil. Ir para lá é uma dispersão que não nos agrada e não nos dá vantagem, mas apenas prejuízo financeiro neste momento".

Para Mendes, Portugal recebeu muito dinheiro a fundo perdido, mas não investiu de forma correta. O empresário afirmou que o governo deveria ter criado incentivos para atrair grandes empresas transnacionais, como o Brasil.

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