sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Candidatuta ibérica naufraga em Zurique

A candidatura russa registrou a maioria dos votos do Comitê Executivo da FIFA e acabou ganhando o direito de organizar o Mundial de 2018. Portugal e Espanha viram assim desfazer-se as esperanças de receber a maior competição de futebol do planeta.

Veja, como a notícia foi recebida pelos portugueses:

"Ganharam os novos países, os que se candidatavam pela primeira vez"...."Nem Portugal, nem Espanha dependiam deste Mundial. Esta derrota não coloca em causa o desporto no nosso país", secretário de estado português do Desporto, Laurentino Dias, para o jornal i.

"Sei o quanto o povo russo adora futebol e tenho certeza de que será um grande torneio, com uma atmosfera fantástica", presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, numa curta nota escrita à imprensa.

"Havia confiança, havia ilusão pelo que tinha sido feito pelas pessoas da candidatura, mas acabou por não chegar a bom porto. Havia entre todas as candidaturas um respeito pelas outras. Há que felicitar as que foram  escolhidas e tentar noutra altura",  treinador da seleção portuguesa, Paulo Bento, ao jornal Correio da Manhã.

"Provavelmente foi o poder e a vontade política do comité executivo da FIFA, que, tal como aconteceu no caso de Ucrânia e Polónia [na decisão da UEFA em atribuir o Euro2012], quis levar um Campeonato do Mundo mais para Leste e levar outro para o médio oriente", presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, à agência Lusa.

"Neste caso não teriam sido necessárias as visitas dos técnicos da FIFA porque se a decisão final é uma questão de mundialidade do futebol, vem-se só à votação e a FIFA poupa algum dinheiro", director candidatura ibérica, Miguel Ángel López, referindo-se as inúmeras visitas realizada pela FIFA aos países candidatos, ao Jornal de Notícias.

“Tínhamos todas as condições para ganhar. A vida é feita de vitórias e de momentos em que não podemos vencer. Temos de partir para outra”, primeiro-ministro, José Sócrates, ao jornal Público.

"Acho que receber o campeonato do Mundo em 2018 é uma boa oportunidade para mostrar a união da sociedade uma vez mais. Além disso, a experiência que a Rússia ganha por organizar um torneio como este dará ao país a oportunidade de dar mais um passo em frente, e tornar o seu campeonato nacional e torneios ainda mais fortes", zagueiro do Zenit, Fernando Meira, para o site oficial do clube antes da proclamação.

"O fator económico foi muito importante e a Rússia é muito forte a esse nível. Joguei lá, as viagens são longas e há diferentes fusos horários. Por isso, teria que haver um fator muito forte para dar esse privilégio aos russos", diretor esportivo do Sporting, Costinha, ao jornal Record.

"Depois da África do Sul e do Brasil, dois países que investiram bastante em estádios, a FIFA escolheu a Rússia. Acabou por ser a escolha mais lógica", comentador Medeiros Ferreira, ao jornal A Bola.

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