segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Senna: único

Ontem, véspera de feriado no Brasil (Proclamação da República), nem parecia domingo; estava mais com cara de sábado. Para aproveitar o dia eu e o Fernando fomos dar uma volta e resolvemos fazer um pitstop no cinema.

O filme escolhido: Senna (piloto tricampeão da F1 e grande ídolo de muitos brasileiros).

O documentário com quase duas horas traz a trajetória de um campeão humilde e obstinado a vencer. As cenas nos transporta aos domingos inesquecíveis, da década de 80 e início de 90, em que nossos pais e tios paravam em frente à TV e, nós criança, sentávamos no chão para acompanhar a inesquecível rivalidade entre pilotos, sem jogo de equipe, apenas Senna e Prost.

A película bem costurada com depoimentos e narrativas da época prende a atenção, nos torna ainda mais patriotas e emociona. Mexe tanto com os espectadores que o que mais se escutava na sala era o soluçar, o assoar do nariz de um choro que queria ser discreto, mas que não se continha e o sniff sniff era geral.

E, como este blog é luso-brasileiro, não poderia deixar de citar que Portugal foi peça importante para todo o desenvolver do piloto. Foi em Estoril que Senna venceu pela primeira vez na Fórmula 1. E, foi no país lusitano que ele encontrou seu segundo lar, afinal, era em Portugal que ele morava quando disputava os circuitos da Europa.

Por isso, quando estrear aí no grande ecrã, não deixem de assisitir! Pois, ele não era só o Ayrton Senna do Brasil, mas também era um desportista com convicções sérias e justas, capaz de parar o carro no meio da pista para socorrer um colega de profissão que acabara de sofrer um acidente (vídeo 2).

Trailler Senna



Ayrton Senna interrompe a corrida para ajudar piloto em 1992



Eu já estive em Estoril, relembre.

Um comentário:

Márcia Pilar disse...

Senna foi o ídolo da minha infância, e dali por diante marcou meu imaginário [e de mts outros].
As manhãs de domingo nunca mais foram as mesmas sem a alegria, o companheirismo e as conquistas que aquele piloto despojado nos trazia.
E não só para os brasileiros, o Mundo venerava Senna. Hoje, todos nós, celebramos as vitórias dele.
Vi o trailler, e tenho até medo de assistir o filme. Medo de não parar de chorar e de querer que todos os dias se transformem em manhãs de domingo pré-1994.