terça-feira, 16 de novembro de 2010

Portugueses querem diversão

O século XXI não tem sido fácil para os portugueses. O déficit orçamental, o aumento do custo de vida, a crise financeira internacional, o terrorismo à escala mundial, as catástrofes naturais ou a ineficácia da classe política levaram a um quadro depressivo com contornos estruturais e identitários. Porém, a busca pelo entretenimento, ainda que tenha decrescido, permanece como uma prioridade na vida do povo lusitano.

De acordo como estudo da GfK Metris, os momentos de lazer, entretenimento ou divertimento são transversais a todos os segmentos, ainda que a sua relevância seja diferenciada em função dos vários targets que constituem a sociedade portuguesa. Segundo o relatório, as vivências e atitudes destas diferentes gerações originam necessidades de entretenimento diversificadas:

• Jovens adolescentes – Desejam um entretenimento egocêntrico focado essencialmente no prazer individual e no isolamento.

• Jovens universitários – Apresentam uma forma de entretenimento ambicioso, pois estão preocupados, acima de tudo, com o seu desenvolvimento pessoal.

• Jovens trabalhadores sem filhos – Apostam num entretenimento experiencial pela sua necessidade de evasão e de desafio permanente.

• Pais de crianças – Preferem um entretenimento familiar, procurando o prazer coletivo e o aprofundamento da relação com os seus filhos.

• Pais de adolescentes – Para este target o entretenimento é escasso, pois apresentam um largo conjunto de preocupações – filhos adolescentes, progenitores, muitas vezes, com problemas de saúde ou o próprio trabalho onde se têm de adaptar constantemente – procurando, maioritariamente, momentos de isolamento e descontração.

• Pre-seniores – Optam por um entretenimento tranquilo, no qual realizam novas aprendizagens (terminam cursos, dedicam-se a novas actividades) e satisfazem alguns desejos pessoais (viagens, lazer, convívio com amigos, hobbies, voluntariado, ensinar os netos)

Fonte: Briefing

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