quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Portugueses desconfiam do setor publicitário

De acordo com a pesquisa "We trust in advertising?", realizada pela GfK Metris para a Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN), revelada nesta quinta-feira, aponta que 80% dos portugueses entrevistados consideram que as marcas não se preocupam com os consumidores, mas sim em vender.

O estudo mostra a quebra nas relações emocionais estabelecidas entre consumidor e marca, resultando numa desvalorização da publicidade e na desconfiança na publicidade em geral (12%) e nos publicitários em particular (11%).

Apesar do nível de “desconfiança” revelado, os consumidores admitem que a publicidade ainda traz valor. 76% dos inquiridos concordam que a publicidade promove as opções de escolha, enquanto 73% acreditam que ela estimula a concorrência, o que leva a melhores produtos e serviços e a preços mais baixos. A par disso, os consumidores acreditam que a publicidade cria emprego (73%) e contribui para o crescimento da economia (70%).

Em quem os portugueses confiam?

Segundo o relatório da APAN, os círculos de influência próximos dos indivíduos, como a família e os amigos, são os principais pilares de refúgio, por consequência somam os maiores índices de confiança (72% e 51% respectivamente). As ONGs (24%) e os médicos (46%), também aparecem na lista dos mais confiáveis.

Neste contexto, agravado pelo atual momento de contração econômica e do consumo, o consumidor torna-se mais racional e refugia-se em quem confia e lhe dá a melhor relação qualidade – preço. Assim, 83% dos consumidores falam das marcas, dos produtos e serviços, 72% falam essencialmente sobre os preços, 57% qualidade e 37% contam sobre suas boas experiências e 26% suas más. Sendo assim, o estudo mostra que os familiares e os amigos tornaram-se os principais pontos virais.

TV é o meio mais eficaz, mas imprensa escrita é a mais credível

A confiança nas mídias não está muito em alta além-mar. Apontada como confiável por apenas 20% dos inquiridos,  o relatório revela que os vários meios contribuem de forma diferenciada e têm papéis específicos.

A televisão, por exemplo, surge como o meio considerado mais eficaz para anunciar (91%), porém, no que toca à credibilidade é a imprensa escrita que regista os valores mais altos.
Quanto aos meios de comunicação via plataformas digitais (notícias on-line, blogues e redes sociais), estes já são genericamente credibilizados, contudo não são considerados importantes para a credibilidade dos meios de comunicação. Ainda existe alguma desconfiança em relação a esta “recente” maneira de se fazer anunciar completa o estudo.

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