domingo, 17 de outubro de 2010

Fernando, uma Pessoa de muitos nomes

Eu tenho uma amiga que é fascinada pelo poeta português Fernando Pessoa. O nome dela é Vivian.

Em abril de 2009, quando eu vim ao Brasil, a primeira pergunta que ela me fez foi:

- Como está o Alberto Caieiro?

Eu olhei pra ela com uma interrogação na face:

- Que Alberto Caieiro? Você bebeu?

Ela deu uma gargalhada e me explicou que Alberto Caieiro era um dos heterônimos de Fernando Pessoa (os outros eram Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Bernardo Soares).

Ah, eu tinha uma vaga lembrança sobre esses codinomes de Pessoa, vistos no 1º colegial. Mas, naquele momento nem imaginei que poderia se tratar do mesmo indivíduo.

Eu retribui o sorriso e disse que já havia tropeçado nessa personagem na calçada em frente ao café A Brasileira, o point preferido do poeta, no Chiado, em Lisboa (post da época).

Ela falou tanto sobre ele que quando voltei para Portugal fiz questão de visitar a Casa de Fernando Pessoa.

Ele não viveu nela, mas a Câmara Municipal de Lisboa transformou um casarão com três andares num centro cultural destinado a homenagear o poeta e a sua memória na cidade onde viveu e no bairro onde passou os seus últimos 15 anos de vida, Campo de Ourique (o mesmo bairro onde podemos nos deliciar com o Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, mas este é um outro post).

Na entrada somos recepcionados pelo mapa astral de um Pessoa místico.

No interior, encontramos manuscritos, objetos pessoais como máquina de escrever e seus óculos. Também há uma biblioteca. É um espaço bem bacana, caso esteja passeando pela capital portuguesa.

Agora, se você está no Brasil e não tem previsão de atravessar o oceano Atlântico, pode conhecer essa figura no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Até o dia 30 de janeiro de 2011 o espaço abriga a exposição Fernando Pessoa, plural como o universo. O local funciona de terça a domingo, das 10 às 18 horas. A entrada custa R$ 6.

Eu já fui e recomendo. Não só para prestigiar e desvendar essa personagem ímpar da literatura portuguesa. Mas, porque trata-se de uma para obrigatória e válida para todos os falantes desse idioma fascinante e único como a palavra saudade.

+ Museu da Língua Portuguesa
+ Casa Fernando Pessoa

2 comentários:

alexandra ferreira disse...

fico à espera do post do bolo de chocolate:))

Alexandra

Emanuelle Oliveira disse...

Pode deixar Alexandra, o seu pedido está anotado!