segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Balanço das eleições

Ontem eu trabalhei nas eleições. Fui convocada pelo TRE-SP. Nunca havia trabalhado antes e achei que meu chamado foi um puxão de orelha por eu ter ignorado a última eleição. Sabe como é, eu estava em Portugal, num país onde o voto é facultativo e eu percebi que a obrigatoriedade nada tem a ver com a democracia tão exaltada no Brasil. Trata-se de puro autoritarismo político.

Aliás, se o voto no Brasil fosse facultativo, palhaços como Tiririca jamais seriam eleitos a cargo algum. Indgnação, dúvida, descaso, anulação, foram as reações mais frequentes percebidas na minha seção. Claro, que também tinha patriotismo e vontade de mudança. E, é, justamente, em respeito a essas pessoas que o ato de votar deveria ser opcional.

Outra diferença gritante percebida nas eleições daqui (São Vicente) em comparação com as de lá (Lisboa) podia ser vista nas calçadas. A sujeira largada por partidários, madrugada a fora, em frente aos colégios eleitorais foi vergonhosa. Para ajudar, São Pedro mandou chuva e os "santinhos" viraram sopa de papel nas ruas e bueiros. Um serviço "exemplar" dos possíveis eleitos para cuidar do país.

Boca de urna continua sendo crime, mas é outra coisa que os candidatos estão pouco se lixando. No meu bairro, como sempre, a prática corria solta em troca de R$ 50 o dia. E, como desgraça pouca é bobagem, a chamada "lei seca" que impedia a venda de bebidas alcoólicas no dia da votação foi liberada em todo o estado de São Paulo.

Agora os eleitos enchem o peito e dizem que vão investir em Educação. Tomara mesmo que o façam e que se matriculem nas aulas de bons modos, ética e respeito ao próximo.

Um comentário:

Christiane Disconsi disse...

Concordo, Manu.
Se o voto fosse facultativo, nada disso aconteceria. Só não consigo acreditar que mais de 1 milhão de pessoas sairam na chuva para votar no Tiririca. Reformas já!!!!